quarta-feira, 30 de maio de 2012

Charge




Atual modelo agrário do Brasil não combate a fome, diz ONU

Afirmação está em relatório encomendado pelo Bird e pela ONU.
Especialistas defendem reforma para garantir segurança alimentar latino-americana.

A América Latina e o Brasil têm todas as condições de serem de fato os celeiros do mundo, mas precisam promover uma reforma profunda em sua estrutura agrária para acabar com a pobreza e a fome, além de garantir que o meio ambiente será preservado.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (16), em um relatório encomendado pelo Banco Mundial (Bird) e pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que alerta que o modelo da agricultura brasileira não solucionou a crise social no país nos últimos 50 anos.

Cerca de 400 cientistas e especialistas de todo o mundo fizeram parte do esforço de pesquisa e concluíram que os países latino-americanos usam apenas 25% da capacidade agrícola da região. O alerta é feito em meio a uma das maiores crises de alimentos no mundo nos últimos 30 anos. Para os especialistas, a reforma no setor agrícola na região será necessária para garantir a segurança alimentar da população latino-americana.

Segundo o levantamento, submetido aos diversos governos, entre eles o Brasil, a América Latina tem o maior estoque de terras aráveis do mundo, com 576 milhões de hectares (cada hectare corresponde a 10 mil metros quadrados). Isso representa 30% de toda terra áravel do planeta, sendo que uma parte substancial está no Brasil.

O problema, segundo os especialistas, é que essas terras estão concentradas nas mãos de poucos e não são usadas de forma eficiente. Para piorar, a produção agrícola é altamente poluente na região, afetando a disponibilidade de terras no futuro.

A conclusão do levantamento é que, nos últimos 50 anos, o modelo agrícola da região trouxe poucos benefícios sociais e 54 milhões de pessoas ainda passam fome. O problema, segundo o estudo, não é a falta de capacidade de produzir alimentos. Um maior cultivo não adiantaria para garantir o fim da fome na região e a solução teria de vir de uma nova estrutura agrária. Segundo o documento, os pobres latino-americanos sofreram uma perda de seu acesso a terras nos últimos 50 anos.

 Meio ambiente
Um dos principais alertas ainda se refere ao meio ambiente. Segundo os especialistas, a América Latina tem cinco dos dez países com maior biodiversidade do mundo e reúne 40% das reservas genéticas do planeta. Mas o documento adverte que a expansão da agricultura, principalmente no Brasil, está tendo um impacto negativo sobre o meio ambiente.

Um exemplo é o avanço da agricultura na Amazônia, considerado como preocupante. O fornecimento de água no Brasil também já pode estar sendo afetado pelas práticas degradantes no campo, além de registrar impactos negativos no Cerrado e no Pantanal.

 Etanol
Os especialistas também alertam sobre a expansão do etanol e pedem que os governos façam análises cuidadosas sobre o impacto do combustível. Segundo o estudo, o etanol de fato gera novas oportunidades para o setor rural e para os pequenos agricultores. Mas existem impactos negativos que precisam ser tratados.

Há ainda o risco de que o etanol incremente os problemas de fome na região, se não houver um planejamento. Esse problema estaria sendo grave na América Central.

 Soluções
Para os especialistas, a solução para a América Latina tirar proveito da agricultura para resolver os problemas sociais passa por um melhor uso da terra, maior acesso dos pobres à produção e a diversificação dos cultivos.

Na avaliação dos especialistas, a região precisa introduzir um modelo que permita que a agricultura tradicional, a convencional e a agro-ecologia possam conviver. O estudo também destaque que o uso de novas tecnologias pode ser uma forma de garantir a biodiversidade e ajudar os pequenos produtores.


Piada - Burros

A professora pede para os alunos que se acham burros ficarem de pé, Joãozinho se levanta:

- Vc se acha burro Joãozinho?


_ Não, mas fiquei com dó de ver a senhora em pé sozinha...kkkkkkk
Entrevista - Eric Clapton


O repórter Johnny  Walker, da “Mojo Magazine”, conduziu uma ótima entrevista com o lendário guitarrista Eric Clapton. Dentre outros assuntos, ele falou sobre o novo álbum e o som de New Orleans.
Confira com exclusividade no Imprensa Rocker a entrevista na íntegra, já traduzida para o português!
O 19º álbum de estúdio de Eric Clapton será lançado em 27 de setembro. Intitulado de “Clapton”, e com colaboradores que incluem J.J. Cale, Wynton Marsalis e Allen Toussaint, Clapton desencava Blues antigos, um pouco de Jazz e alguns standards, como “Rocking Chair” de Hoagy Carmichael, e “How Deep is The Ocean?” de Irving Berlin, além de “Run Back to Your Side”, a primeira composição própria de Clapton desde 2005. Entretanto, como ele revela nesta entrevista, inicialmente este seria um trabalho intimista, mas que cresceu e se tornou uma coisa diferente. “Se é uma surpresa para os fãs, é porque é uma surpresa para mim também, diz Clapton”. 
Você acha que os fãs de Eric Clapton ficarão surpresos pela escolhas das canções no novo álbum?
Claro que sim (risos). Espero que não desagradavelmente, mas veremos.
De alguma forma, foi um feliz acidente, não?
Sim, ele não é o que deveria ter sido. E provavelmente é melhor do que seria, porque de alguma forma eu deixei acontecer. Então é uma eclética seleção de canções que não estavam no mapa. Você sabe, eu tinha outras idéias. E é por isso que eu gosto tanto dele, porque se é uma surpresa para os fãs, é porque é uma surpresa para mim também.
Há uma canção que você faz com J.J. Cale: “That’s No Way to Get Along”.
Sim. Aquela canção é pré-histórica. É de um cara chamado Robert Willians, dos anos 20 e 30. Acho que ele era do Delta do Mississipi, mas a canção tem um feeling Country, sabe? Quando comecei a cantá-la, J.J. começou a repetir o que eu estava cantando e eu pensei: “O que ele está fazendo?”, porque achei que ele fosse cantar comigo, está entendendo? Mas aquilo foi J.J. colocando aquele coisa de New Orleans na música e ficou perfeito. E a interpretação de Walt Richmond, pianista, do feeling de New Orleans é perfeita. Na verdade, fiquei impressionado de termos obtido um bom resultado nesta canção, porque ela muito difícil de interpretar.
Quando você pega standards, de gente como Irving Berlin, Hoagy Carmichael – este tipo de standards clássicos – o que você pensa?
Bom, primeiro eu pego uma guitarra e descubro como posso tocar aqueles acordes, já que são acordes de piano na maioria das vezes. Como eles soam na guitarra? Como posso aplicar o que eu faço a eles? Eu as toco com uma sensibilidade do Blues, suponho. Eu meio que imagino como Big Bill Broonzy tocaria, como ele fez com “The Glory of Love”, canção de Billy Hill dos anos 30. Ele a tornou um Blues. Então quando comecei com “How Deep is The Ocean”, primeiro aprendi ela na guitarra. Sentado, tocando-a, apenas me divertindo, e desse jeito ela saiu como um blues.
E o que você acha do seu jeito de cantar?
Eu odeio como eu canto. Sempre parece soar como se eu fosse um garoto de 16 anos, vindo de Surbiton. Eu faço o meu melhor para sentir a música. Quando vejo Ray Charles cantar, eu penso “é isso! É assim que se faz”! Ele lembrava de milhares de canções e cantava cada uma como se fosse a música mais importante que ele sabia. Não é como ler a letra ou fazer como outra pessoa. Ele cantava do fundo do coração, todas as vezes, em todas as músicas. E esta é a minha inspiração. Esta é minha influência. Mas eu sou tão cheio de dúvidas com relação ao meu canto, que fica muito difícil eu ter a liberdade que estes tipos de cantores têm.
Mas você soa como se tivesse, em muitas destas canções. “How Deep is The Ocean” é tão relaxante.
Yeah, quase parece que não estou tentando cantar. Eu consigo cantar bem serenamente e fica legal. Eu aprendi isto com J.J.. Você pode ter Ray Charles num extremo, que podia fazer todo tipo de coisa com sua voz, subir e descer oitavas; e você tem J.J. no outro extremo, que cria exatamente a mesma capacidade emocional, só que de uma forma bem minimalista. E ele é tão bom de se escutar quanto. Então há jeitos diferentes de fazer a coisa.
Você esperou muito tempo para fazer algumas destas músicas.É assim que é. Quando chega a hora de fazer um álbum, é geralmente dois anos após o último. Posso ter algo pressionando para ser dito ou não. Se não tenho, crio alguns subterfúgios. Mas então algo acontece por debaixo. Acho que, de minha experiência, frequentemente estes são os álbuns mais significativos para mim. 
O engraçado é que o “Unplugged” foi um pouco desta forma, porque íamos apenas criar uma noite de música. Foi muito relaxado e sem pressão. Quero dizer, eu pensei “bem esse álbum vai sair de qualquer jeito, então poderíamos apenas nos divertir”. Tínhamos tempo, e como poderíamos preencher aquele tempo? Quero dizer, que melhor forma de abordá-lo do que esta? Não houve nenhum cálculo nele. Foi apenas o que veio a superfície.
Você acredita em destino?
Sim, sim.
Isto lhe dá a liberdade para experimentar ainda mais no próximo trabalho…
Sim. Não há limites. Há duas coisas que gostaria de fazer. Tocar material latino e fazer alguma coisa daquele Jazz de New Orleans. E é isto que me intriga. Será que eu consigo tocar guitarra como se estivesse com Louis Amstrong, com o The Hot Five, sabe? Não seria ótimo?
E não há nenhum plano para diminuir o ritmo? Quero dizer, quando você estava começando, nos anos 60, a idéia de ainda estar tocando aos 60 ou 65 anos era risível. Mas o Blues oferece muitos exemplos do contrário.
Bom, eu nunca gostei da música dos jovens. Eu gosto de música de velho. Quando procuro o que ouvir, eu volto no tempo. A maioria das pessoas está tentando descobrir como consigo sucesso indo nesta direção (risos). Estou indo na direção contrária. Quero encontrar a coisa mais velha que possa tocar.
Isto significa que haverão poucas novas músicas vindas de você?
Não. Quero dizer, eu não sei o que os incita, sabe? A única técnica que funciona para isto, até onde sei, e é o que Dylan faz ou o que Diane Warren faz. Eles sentam em frente a uma máquina de escrever. É um trabalho muito duro. Mas se uma canção aparecer para mim, ótimo. É outro lance do destino. Você sabe, quando a hora chegar e eu tiver algo para dizer, então estará feito. Mas se não sair nada, usarei material de outras pessoas. Montarei na canção de outra pessoa.
Nos conte sobre “Autumm Leaves”…
Ela foi escrita por um poeta francês, chamado Jacques Prévert, e foi transformada numa canção por Joseph Kosma. E então Johnny Mercer a traduziu do francês para o inglês. A versão que me intriga é a de Yves Montand, que foi usada no filme “Les Portes De La Nuit”, de 1946.
Foi algo que demandou muita coragem?
Yeah. Porque você não pode ficar brincando com aquela melodia. Tive que fazê-lo com respeito, cuidado e feeling. Muito feeling. Mas após tocá-la, as portas se abriram para todo tipo de possibilidades. Após ela, nós perguntamos, “bem, o que mais podemos fazer”? Nós fizemos “Love is Here to Stay”, dos Gershwins, após ela, que ainda está guardada. Não há nada que fique meloso se você a toca do jeito certo, com um pouco de groove.
Quando foi a primeira vez que você foi a New Orleans?
Nos anos 70. Mas eu sempre gostei do estilo: você sabe, Huey “Piano” Smith e Frankie Ford. Se lembra de “Sea Cruise”? Quero dizer, o jeito que ele toca no segundo verso é extraordinário também, porque é alguma coisa entre um Shuffle e uma canção de tempo reto. É um conceito rítmico estranho, mas todos eles tocavam assim. The Meters e Alan Toussaint e todos aqueles caras de lá tocavam assim. Isto vem do Jazz de New Orleans – é a árvore da vida por lá. Então me tornei grande amigo de Wynton Marsalis. Ele toca em “How Deep is The Ocean?” neste álbum. E ele toca nas canções de Fats Waller – “When Somebody Thinks You’re Wonderful” e “My Very Good Friend The Milkman”.
O que é essa essência especial do som de lá?É o que eles são. É a identidade deles. Você abre a porta e está lá na rua. E é antigo, sabe? Eles têm uma percepção diferente da nossa do que é velho. Eu sempre achei que este país tem uma pequena vergonha de sua herança. Você sabe, não deveria ser difícil aceitar que você possa gostar de George Formby ou Gracie Fields…

De Olhos Fechados

Oficina G3

A hora se foi
O tempo não volta,não traz
O que se esqueceu o vento tratou de levar
Vi em seus olhos a dor
De quem já não sabe amar
E o coração que ficou
Marcado por não perdoar
Como me esquecer
De quem se entregou por amor?
Sofrendo por nós
O crime que não cometeu
Vejo tão longe você
Vencido, sem poder ver
E no horizonte que traz
Quem não desistiu jamais
Segure na minha mão
Não olhe mais para trás
Os braços abertos estão
De quem decidiu te amar
Ponto Frio - Grande Liquidação

Só quem faz parte do maior Grupo de Varejo do Brasil pode fazer uma liquidação de verdade.


É só AMANHA, NÃO PERCA.


São mais de 150 mil Tv's, 50 mil refrigeradores, 180 mil computadores e muito mais.


- Descontos de verdade de até 70%.
- Menor preço de verdade.
- Menor prestação.


Grande liquidação de verdade ! É só AMANHA, é só no PONTO FRIO! Vem !!!
Fome na África - Dissertação


As principais causas da fome na África




O continente africano é um grande produtor e exportador de produtos oriundos da produção agrícola, no entanto não consegue alimentar sua população. A África apresenta um elevadíssimo número de subnutridos, isso lhe dá a condição de pior do mundo nesse aspecto. 

O continente se caracteriza pela presença da fome, realidade que aumenta a cada dia. Os países que mais sofrem com a fome são: Etiópia, Somália, Sudão, Moçambique, Malavi, Libéria e Angola. 

As estimativas são pessimistas, segundo um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa em Política de Alimentação, o número de crianças subnutridas subirá cerca de 18%, estimativa para o ano de 2020. 
De acordo com o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos da ONU, James Morris, a escassez de alimento na África provoca a instabilidade política, desse modo, a fome é, ao mesmo tempo, causa e conseqüência da pobreza. Além disso, é causa e conseqüência dos conflitos. 
No mesmo estudo foi divulgada outra estimativa, que afirma que nos próximos 20 anos o continente africano terá uma diminuição na produção de alimentos em cerca de 20%, fato desencadeado pelos conflitos internos. 

Segundo estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de 150 milhões de pessoas africanas não tem acesso à quantidade mínima de calorias diárias. E o pior, outros 23 milhões podem literalmente morrer de fome ou por causas provenientes da mesma, como insuficiência de determinados nutrientes no organismo: falta de potássio, proteína, cálcio, entre outros. 

É de conhecimento de todos que a África convive com o problema da fome, agora basta saber quais fatores desencadearam as diversas mazelas sociais que essa parte do mundo se sujeita. 
Uma das causas da fome está ligada à forma de ocupação do território e a extrema dependência econômica externa, herdada do período do colonialismo. Isso é agravado ainda mais com o acelerado crescimento populacional. 


Em suma, o que temos é um quadro socioeconômico bastante debilitado, e as perspectivas são negativas em relação a esse continente.